Frelimo aperta o cerco e promete “caçar” infiltrados que comprometem a imagem do partido

Maputo (O Destaque) – A FRELIMO, está determinada a “caçar” membros considerados infiltrados dentro da formação política, acusados de comprometer a imagem e os valores do partido. A garantia foi dada esta sexta-feira, 18 de Setembro, em Chimoio, por Pedro Madeira Guiliche, porta-voz da FRELIMO e chefe-adjunto do Gabinete de Preparação do 13.º Congresso que vai decorrer na província de Nampula em 2027, segundo a Rádio Comunitária GESOM.

Guiliche afirmou que o Presidente da FRELIMO, Daniel Chapo, está comprometido com o bem-estar da população e comparou o partido a uma árvore que produz bons frutos. Segundo o dirigente, o actual ciclo político deverá ser marcado por uma intervenção destinada a “sacudir a árvore” para retirar os membros que considera infiltrados.

A FRELIMO não irá permitir que um punhado de pessoas continue a infiltrar-se e a pôr em causa os valores que exaltam a moçambicanidade, a coesão social e os esforços da conquista dos cinquenta anos da independência nacional”, afirmou Pedro Guiliche.

O porta-voz acrescentou que a honestidade, a integridade e o espírito de servir devem continuar a caracterizar a FRELIMO, defendendo que o povo deve permanecer como “ponto de partida e de chegada” da formação política.

Na mesma ocasião, Guiliche defendeu que os 50 anos da independência nacional devem servir para fazer um balanço, identificar erros, corrigir práticas e aperfeiçoar aquilo que considera serem boas práticas.

Outra orientação destacada pelo dirigente foi o combate à corrupção, que classificou como um dos principais males que têm prejudicado o avanço da economia nacional.

Guiliche afirmou que a mensagem transmitida de Maputo para Manica é de combate “sem negociação” contra a corrupção, apontando a necessidade de reforçar mecanismos capazes de impedir que práticas ilícitas continuem a afectar o desenvolvimento do país.

Sobre o 13.º Congresso da FRELIMO, o chefe-adjunto do Gabinete de Preparação na província de Manica disse que o encontro deverá formalizar o início de uma “nova era” sob liderança de Daniel Chapo, com a intenção de fazer as coisas de forma diferente para alcançar resultados diferentes.

Guiliche referiu-se ainda ao discurso de encerramento da 11.ª Conferência Nacional de Quadros, realizada entre 21 e 23 de Agosto, como uma das referências para esta nova fase.

Segundo o dirigente, uma das prioridades passa por aumentar a capacidade de aproveitamento dos recursos naturais existentes no país, mencionando a revisão da legislação de minas e petróleo e a criação do Banco Nacional de Desenvolvimento como instrumentos destinados a aumentar a transformação dos recursos nacionais.

A criação destes instrumentos pretende essencialmente uma melhoria e maior capacidade de transformação dos nossos recursos, criando assim mais empregos e oportunidades de auto-emprego no seio dos moçambicanos, porque não podemos continuar a assistir que a exploração dos recursos não gere efeitos e resultados satisfatórios ao nível das nossas comunidades”, afirmou.

Pedro Madeira Guiliche encontra-se na província de Manica para oficializar o Gabinete de Preparação do 13.º Congresso da FRELIMO.

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