PODEMOS aposta na formação para preparar novos quadros

Maputo (O Destaque) – O PODEMOS iniciou, esta sexta-feira, em Maputo, as Primeiras Reuniões Provinciais de Formação e Planificação do partido, numa iniciativa que pretende reforçar a preparação dos seus quadros e a capacidade de intervenção das estruturas da formação política.

O programa, lançado pelo presidente do PODEMOS, Albino Forquilha, está inscrito no Plano Quinquenal e no plano anual da organização e deverá decorrer progressivamente entre Setembro de 2026 e Janeiro de 2027. A iniciativa prevê encontros nas 11 províncias e nos 163 distritos do país, abrangendo estruturas provinciais e distritais, deputados da Assembleia da República e das Assembleias Provinciais.

Segundo a nota informativa do partido, a formação deverá alcançar 3.414 membros, com o apoio de oito formadores.

Na sessão de abertura, Forquilha defendeu que o sucesso do programa não deve ser medido apenas pelo número de participantes ou de actividades realizadas, mas, sobretudo, pela qualidade dos quadros que se pretende formar e pelo tipo de organização política que o PODEMOS pretende construir.

A formação, explicou, deverá preparar os participantes para compreender os princípios do partido e aplicá-los na análise de situações concretas, interpretar problemas, ouvir os cidadãos, explicar posições, reconhecer erros, resolver conflitos e transformar preocupações locais em questões políticas.

O programa da Escola do PODEMOS inclui matérias como identidade organizacional, fundamentos ideológicos, princípios doutrinários, compromissos republicanos, estrutura e orientação política, governação interna, métodos de acção, gestão de conflitos, gestão financeira, liderança, funcionamento dos órgãos, comunicação e mobilização política, estratégia de comunicação e redes sociais, além do Diálogo Nacional Inclusivo.

Forquilha defendeu ainda uma cultura organizacional assente na unidade de princípios, mas não necessariamente na uniformidade de pensamento. Segundo o presidente do partido, a divergência, quando discutida com respeito, argumentos e responsabilidade, pode contribuir para a reflexão, correcção e aprendizagem.

Na área da comunicação política, o líder do PODEMOS sustentou que comunicar deve ir além da disputa de argumentos. Para ele, é necessário desenvolver a capacidade de explicar problemas, apresentar evidências, identificar responsabilidades, propor soluções e avaliar resultados.

Sobre a fiscalização, defendeu o uso de mecanismos adequados, incluindo acesso à informação, verificação do funcionamento das instituições, escuta dos cidadãos e funcionários, identificação de responsabilidades e promoção de correcções.

O Diálogo Nacional Inclusivo também integra o programa. Forquilha considera que o diálogo deve ser encarado como uma prática necessária numa sociedade plural, baseada na compreensão de diferentes posições, identificação de preocupações legítimas e procura de pontos de convergência.

Ao abordar a preparação dos quadros para uma eventual responsabilidade de governação, o presidente do PODEMOS afirmou que esta começa pela capacidade de formular correctamente os problemas e compreender as condições institucionais necessárias para os resolver.

Para Forquilha, não basta prometer melhores serviços públicos: é necessário compreender as causas dos problemas e desenvolver respostas concretas.

O objectivo final da formação política não deve ser produzir melhores militantes; deve ser formar melhores cidadãos capazes de assumir, temporariamente e com responsabilidade, funções políticas”, afirmou.

As reuniões provinciais deverão decorrer progressivamente até Janeiro de 2027, abrangendo as diferentes estruturas do PODEMOS no país.

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