Nampula (O Destaque) — A Presidente do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), Luísa Celma Meque, liderou, na terça-feira (28), em Nacala, província de Nampula, uma reunião do Conselho Técnico de Gestão de Desastres (CTGD), realizada no âmbito da simulação do Ciclone Tropical Muito Intenso EKHOTO, de categoria 5.
O encontro, realizado no Centro Nacional Operativo de Emergência (CENOE) Regional Norte, juntou instituições do Governo, parceiros humanitários nacionais e internacionais, incluindo equipas da SADC, Nações Unidas, União Europeia e outros organismos de resposta a emergências, com o objectivo de avaliar a capacidade de preparação e resposta perante eventos climáticos extremos.
Durante a reunião, foram analisados os cenários meteorológicos e hidrológicos, os recursos disponíveis e as necessidades de mobilização para garantir uma intervenção rápida e eficaz em caso de desastre natural.
Luísa Meque orientou os sectores envolvidos a reforçarem a recolha e organização de dados sobre possíveis populações afectadas, infra-estruturas danificadas e vias de acesso, incluindo estradas, para assegurar que as acções de resposta sejam direccionadas às zonas mais necessitadas.
A dirigente do INGD destacou ainda a importância da coordenação permanente entre os diferentes intervenientes, recomendando a indicação de pontos focais para ligação com o CENOE e a validação das informações produzidas pelo Centro de Operações Humanitárias da SADC (SHOC).
No âmbito da prevenção, Luísa Meque reforçou o papel dos Comités Locais de Gestão e Redução do Risco de Desastres (CLGRD) e das rádios comunitárias na divulgação de informações correctas às comunidades, com vista a reduzir riscos e salvar vidas.
A Unidade Nacional de Protecção Civil (UNAPROC) foi orientada a liderar as acções de busca, salvamento e assistência humanitária, enquanto o CENOE deverá garantir uma comunicação coordenada com a imprensa, baseada em dados confirmados.
A Presidente do INGD agradeceu o envolvimento de todos os parceiros e destacou que a preparação antecipada e a união entre instituições são fundamentais para proteger as comunidades moçambicanas face aos desafios impostos pelos fenómenos climáticos extremos.
