Maputo (O Destaque) – A retoma dos voos da Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) a partir das cidades da Beira e Tete representa um ganho nacional do ponto de vista económico, segundo o economista Alexandre Mano. Para o especialista, a medida poderá contribuir para uma maior dinamização das actividades económicas fora da capital do país e está alinhada com a visão do Presidente da República, Daniel Chapo, de promover o desenvolvimento de outras regiões de Moçambique.
Alexandre Mano considera que a reactivação destas ligações aéreas poderá facilitar a circulação de pessoas e bens, aproximando empresas, investidores e mercados. Na sua perspectiva, uma maior conectividade entre as regiões pode estimular sectores como turismo, comércio, agricultura e prestação de serviços, além de reduzir custos e tempo de deslocação para empresários e cidadãos.
O economista entende igualmente que a expansão das operações poderá representar uma oportunidade para a LAM recuperar receitas e fortalecer a sua posição no mercado nacional. Segundo Mano, com uma operação mais eficiente e uma estratégia adequada, a companhia poderá voltar a impor-se no sector da aviação comercial, beneficiando do aumento da procura por ligações entre as diferentes regiões do país.
Apesar dos desafios financeiros que a LAM tem enfrentado ao longo dos anos, Alexandre Mano defende que as dificuldades da companhia devem ser analisadas dentro do contexto internacional da aviação. Segundo o economista, muitas companhias aéreas no mundo também têm enfrentado problemas económicos e operacionais, pelo que os desafios da LAM não são exclusivamente nacionais.
A retoma dos voos para Beira e Tete surge, assim, num contexto de reestruturação da companhia, com expectativas de expansão da sua frota e reforço das ligações domésticas.
Economicamente, a recuperação da LAM poderá ter efeitos que vão além da própria empresa, caso consiga aumentar a sua eficiência, elevar as receitas e reduzir a dependência de apoios públicos.
