Maputo (O Destaque) — O líder político Venâncio Mondlane veio a público contestar de forma veemente os recentes processos de adjudicação e concessão de infraestruturas estratégicas do país, com particular ênfase para a gestão da fronteira de Machipanda, o Porto Seco do Dondo e os troços da Estrada Nacional N.º 1 (EN1) entre o Dondo e Chiringoma.
Durante uma intervenção pública transmitida através das plataformas digitais, Mondlane centrou as suas críticas nos moldes em que o Governo tem gerido os grandes dossiês de transportes, logística e fronteiras, argumentando que a entrega de activos nevrálgicos a entidades privadas e consórcios externos compromete a soberania económica e territorial do Estado moçambicano.
Alerta sobre infraestruturas e corredores logísticos
No que respeita ao sector dos transportes e à gestão logística, o político apontou o dedo aos concursos públicos associados à fronteira de Machipanda e às empreitadas rodoviárias ao longo da EN1, defendendo que os pontos vitais para a circulação de mercadorias e pessoas devem ser rigorosamente salvaguardados pelo domínio público.
Segundo o líder político, a falta de transparência e o envolvimento de múltiplos intermediários em contratos de grande sensibilidade estratégica colocam em causa o interesse nacional, exigindo-se maior escrutínio institucional, fiscalização parlamentar e defesa intransigente do património do Estado.
