Maputo (O Destaque / cortesia) – A realização de uma entrevista de Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio da Alvorada, na noite de quinta-feira (1), abriu uma nova frente de críticas na corrida eleitoral brasileira. O senador Carlos Viana (Podemos-MG) questionou a utilização da residência oficial da Presidência durante a campanha eleitoral.
A manifestação surgiu depois de Lula participar do Flow Podcast directamente a partir do Palácio da Alvorada, numa entrevista realizada na reta final do primeiro turno das eleições presidenciais. A participação ocorreu no mesmo horário em que estava previsto o debate presidencial da TV Globo, posteriormente cancelado.
Nas redes sociais, Carlos Viana criticou a utilização do espaço e levantou questionamentos sobre os limites entre a função presidencial e a actividade eleitoral.
“Lula não está acima da lei. O Palácio pertence ao povo brasileiro, não à sua campanha!”, escreveu o senador.
O episódio reacende a discussão sobre o uso de residências oficiais por candidatos que ocupam cargos públicos. Segundo informações divulgadas sobre as regras eleitorais, o Tribunal Superior Eleitoral estabeleceu condições para a realização de conteúdos eleitorais em residências oficiais, incluindo a exigência de ambiente neutro, ausência de símbolos oficiais e não utilização de recursos públicos, entre outras condições.
A participação de Lula no Flow aconteceu três dias antes do primeiro turno, marcado para 4 de Outubro. Durante a entrevista, o Presidente e candidato à reeleição falou sobre a campanha e criticou o formato dos debates eleitorais.
