Parece que a IGSAE pensa que está a “tombar” o “xivotxongo”, enquanto a bebida está actualmente na zona de elite

Gaza (O Destaque) – Na antiga actuação da INAE, ao abrigo do Decreto n.º 31/2025, o “xivotxongo” parecia ter morrido sem direito a ressurreição. Agora, recolocada no novo projecto do Governo, a fiscalização volta a colocar a bebida no centro das atenções, numa operação que, aos olhos de alguns observadores, parece querer mostrar serviço ao Presidente da República. A realidade, porém, é que, enquanto se “tomba” o “xivotxongo” em algumas zonas, a bebida continua a encontrar espaço, sobretudo como uma bebida de elite que chega a custar apenas 80/90 meticais na economia enquanto milhares de cidadãos continuam a morrer nas “barbas” do Estado.

Foi neste contexto que a Inspecção-Geral das Actividades Económicas (IGSAE), em Gaza, destruiu, no dia 30 de Setembro de 2026, cerca de 600 unidades de bebidas espirituosas de 200 mililitros, vulgarmente conhecidas por “xivotxongo”, na Cidade de Xai-Xai.

A operação foi realizada por uma brigada multissectorial composta por técnicos da IGSAE, da Direcção Provincial da Indústria e Comércio (DPIC), do Serviço Distrital de Actividades Económicas (SDAE), da Polícia da República de Moçambique (PRM) e do Conselho Autárquico de Xai-Xai.

Segundo a IGSAE, as bebidas foram apreendidas por violação do n.º 3 do artigo 29.º do Regulamento sobre o Controlo de Produção, Comercialização e Consumo de Bebidas Alcoólicas, que proíbe a comercialização de bebidas espirituosas em recipientes com capacidade inferior a 500 mililitros.

A destruição das bebidas ocorreu na lixeira municipal de Xai-Xai, tendo sido lavrados os respectivos autos para o devido seguimento.

A operação reacende, entretanto, o debate sobre a aplicação das medidas de controlo às bebidas de pequena embalagem. Se de um lado as autoridades intensificam as apreensões e destruições, por outro, permanece a percepção de que o fenómeno não desapareceu do mercado e continua a circular em diferentes segmentos da sociedade.

A IGSAE justifica a intervenção com a necessidade de garantir a legalidade no exercício da actividade económica e a defesa do consumidor.

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