Maputo (O Destaque) — A vida do cidadão metropolitano prestes está a ficar mais cara. O preço do transporte semi-colectivo urbano de passageiros, vulgarmente conhecido por “chapa”, vai sofrer um agravamento de 5 meticais a partir do próximo dia 7 de Novembro, abrangendo toda a área metropolitana do Grande Maputo.
A medida abarca as rotas operadas nos municípios e distritos de Maputo, Matola, Marracuene, Matola-Rio, Boane, Namaacha e Manhiça.
Segundo revelou o presidente da Federação Moçambicana das Associações dos Transportadores Rodoviários (FEMATRO), Castigo Nhamane e Paulo Muthisse, o reajuste resulta dos consensos alcançados após consecutivas rondas de negociação com as autoridades municipais. Com a entrada em vigor da nova grelha tarifária, as viagens que hoje custam 15 meticais passarão a custar 20, ao passo que os trajectos fixados em 18 meticais sobem para 23, mantendo-se a mesma margem de aumento para os restantes troços.
De acordo com a agremiação patronal do sector rodoviário, a pretensão inicial dos operadores era de um incremento na ordem dos 20 meticais. A pressão para o reajuste das tarifas ganhou contornos dramáticos com o recente anúncio do fim dos subsídios estatais concedidos aos “chapeiros”, o que tornou insustentável a manutenção dos preços actuais perante os custos operacionais.
Diante do espectro do costumeiro “encurtamento de rotas” prática oportunista em que os condutores fraccionam os percursos para cobrar duas ou mais vezes pelo mesmo trajecto , a FEMATRO assegura estar a articular acções estratégicas com as estruturas municipais e a polícia de trânsito, com vista a reforçar a fiscalização e sancionar rigorosamente os infractores assim que as novas tarifas entrarem em vigor.
