Maputo (O Destaque) – O analista Edson Massingue considera que as condições de funcionamento das escolas públicas também devem ser tidas em conta no debate sobre a procura pelo ensino privado em Moçambique. A posição surge na sequência das declarações da Primeira-Ministra, Benvinda Levi, que associou a escolha das famílias à sua capacidade financeira.
Em entrevista concedida ao Jornal O Destaque, nesta quinta-feira, Massingue chamou a atenção para os desafios que persistem no ensino público, nomeadamente a falta de carteiras, salas de aulas adequadas e escolas onde algumas crianças ainda estudam debaixo de mangueiras.
O analista defende que estas dificuldades também devem ser consideradas na análise das razões que levam algumas famílias a procurar instituições privadas, numa altura em que a qualidade da educação continua a ser uma preocupação para a sociedade.
Na sua reacção, Massingue apelou a uma maior sensibilidade perante as dificuldades enfrentadas pelos pais e alunos, sublinhando a importância de compreender a realidade das famílias que lutam para garantir a formação dos seus filhos.
Por sua vez, Benvinda Levi reconheceu que a qualidade da educação continua a preocupar o Governo e a sociedade, destacando as acções de capacitação dos professores e o contributo das instituições privadas para ampliar a oferta educativa no país.
O debate volta a colocar em evidência a necessidade de melhorar as condições de aprendizagem nas escolas públicas e de garantir que todas as crianças tenham acesso a uma educação de qualidade, independentemente da situação financeira das suas famílias.
