Bolso do cidadão está “roto”. Anamola indignada com aumento dos chapas

Maputo (O Destaque) – A Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo (ANAMOLA) considera preocupante e indignante o aumento de cinco meticais nas tarifas dos transportes semi-colectivos de passageiros, previsto para 7 de Novembro, na Região Metropolitana de Maputo. A organização acusa o Governo de não cumprir as promessas de apoio aos transportadores, situação que, no seu entender, acaba por penalizar ainda mais os cidadãos, num contexto marcado pelo elevado custo de vida e baixos rendimentos.

Em entrevista ao Jornal O Destaque, o analista Alberto Manhique, em representação da ANAMOLA, afirmou que o agravamento das tarifas acontece numa altura em que grande parte da população enfrenta dificuldades financeiras e depende diariamente dos transportes públicos para se deslocar aos locais de trabalho e realizar outras actividades.

Manhique recordou que, há cerca de seis meses, o Governo anunciou que iria apoiar financeiramente os operadores de transportes, através de subsídios destinados a aliviar os efeitos da subida dos preços dos combustíveis. No entanto, considera que o compromisso não produziu os resultados esperados.

“Não passou de um mero discurso do Governo do dia. Os transportadores continuaram sem o devido apoio”, afirmou.

O analista questionou ainda a existência efectiva dos subsídios anunciados, argumentando que as reivindicações dos transportadores e as exigências de esclarecimento sobre os compromissos assumidos com o Executivo levantam dúvidas sobre a concretização desse apoio.

Na sua avaliação, a subida das tarifas representa mais um encargo para os cidadãos, sobretudo numa realidade em que os salários continuam baixos e as oportunidades de emprego formal são limitadas.

“O salário do cidadão continua uma miséria. O salário dos professores continua adiado. O salário dos médicos e enfermeiros continua em baixa”, declarou, acrescentando que milhares de moçambicanos sem emprego formal também dependem dos transportes semi-colectivos para a sua mobilidade diária.

Alberto Manhique defendeu que o Governo deve prestar esclarecimentos à população sobre os apoios anunciados aos transportadores e garantir que as promessas relacionadas com os subsídios sejam efectivamente cumpridas.

“Quando fala em subsidiar os combustíveis, deve ser uma prática cumprida e não meras promessas”, sublinhou.

A ANAMOLA manifestou, por outro lado, solidariedade para com os trabalhadores e os cidadãos afectados pelo agravamento das tarifas, defendendo uma actuação governamental que tenha em consideração a capacidade financeira das famílias.

O aumento de cinco meticais deverá elevar a tarifa mínima de 15 para 20 meticais nas carreiras urbanas da Região Metropolitana de Maputo, abrangendo as cidades de Maputo e Matola, bem como as vilas de Boane, Marracuene e Matola Rio, a partir de 7 de Novembro.

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