PR pede que Russia investimento em Moçambique

Maputo (O Destaque) — O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, lançou hoje, em Moscovo, um forte apelo ao empresariado russo para investir em setores estratégicos da economia nacional, priorizando a agricultura mecanizada, a indústria, a energia, os transportes e a logística.

Ao intervir na Sessão Plenária da III Cimeira Rússia–África, o Chefe de Estado moçambicano deixou claro que o país não procura meras ajudas, mas sim parcerias produtivas capazes de alavancar a capacidade industrial interna, transferir tecnologia e gerar empregos duradouros para a juventude e as mulheres moçambicanas.

“Queremos efeitos que permaneçam no País”

Diante do auditório internacional, Daniel Chapo enfatizou que a cooperação entre a Rússia e África deve ultrapassar o âmbito do diálogo diplomático e traduzir-se em projetos com impacto direto nas condições de vida da população.

O Presidente apontou também áreas como o turismo, as infraestruturas, a transformação digital e a economia azul como pilares cruciais para diversificar a economia moçambicana, alinhando a estratégia do país com a Agenda 2063 da União Africana.

“Pretendemos não apenas atrair investimentos, queremos fortalecer a capacidade nacional para que o investimento produza efeitos que permanecem muito depois da conclusão de cada projecto”, vincou o estadista, defendendo o reforço do capital humano através da formação técnica, saúde e investigação científica, com destaque para o uso da inteligência artificial.

Segurança, Justiça Climática e Reformas Globais

No plano da segurança, Daniel Chapo defendeu a consolidação da cooperação internacional no combate ao terrorismo, ao crime organizado transnacional e às ameaças cibernéticas. O governante destacou o papel histórico da Federação da Rússia na capacitação das forças de prevenção e resposta.

Em relação ao clima, o Presidente moçambicano levantou o debate sobre a justiça e o financiamento climático, lembrando que o país continua a sofrer o impacto devastador de cheias e ciclones sem ser responsável pela poluição global. Chapo alertou que a transição para a economia verde não pode ser feita ao preço do estrangulamento do desenvolvimento económico africano.

A fechar a sua intervenção, o Presidente da República reiterou a exigência de um assento permanente para o continente africano no Conselho de Segurança das Nações Unidas, apelando para que os acordos saídos de Moscovo tenham mecanismos concretos de fiscalização para transformar laços históricos em prosperidade e bem-estar comum.

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