Maputo (O Destaque) – O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) pronunciou-se, esta segunda-feira, sobre a morte de Narciso Castigo Sambo, conhecido pela alcunha de “Macovo”, ocorrida durante uma operação de captura realizada no Posto Administrativo de Xinavane, distrito da Manhiça. Num comunicado de imprensa, a instituição esclarece que o suspeito era alvo de vários mandados judiciais e garante que já decorre uma investigação para apurar as circunstâncias em que ocorreu a sua morte.
Segundo o SERNIC, a operação foi realizada no passado dia 18 de Julho, em coordenação com a Polícia da República de Moçambique (PRM), com o objectivo de capturar o arguido, que constava da lista de indivíduos mais procurados pela instituição.
De acordo com o comunicado, Narciso Sambo era suspeito de envolvimento em diversos crimes graves, entre os quais homicídios, violação de mulheres, roubos agravados com recurso a arma de fogo e mais de dez casos de rapto registados na cidade e província de Maputo.
As investigações indicam ainda que o suspeito encontrava-se refugiado na África do Sul desde 2021 e regressava esporadicamente a Moçambique para alegadamente praticar crimes. Segundo o SERNIC, a sua entrada no país, neste mês de Julho, tinha como alegado objectivo raptar o filho de um empresário proprietário de armazéns no bairro da Zintava, na cidade de Maputo.
A instituição acrescenta que Narciso Sambo actuava sob liderança de outros indivíduos igualmente procurados pelas autoridades, identificados como Edson Zacarias de Jesus Vombe, conhecido por “Dudú”, e Eugídio Manjate, vulgo “Gito Manjate”.
O SERNIC esclarece que a operação foi desencadeada em cumprimento de vários mandados judiciais de captura. Contudo, durante a acção, o suspeito acabou por perder a vida.
Face ao sucedido, foi instaurado o Processo-Crime n.º 1903-10-D/26, destinado a esclarecer as circunstâncias da ocorrência e apurar eventuais responsabilidades criminais.
No comunicado, o Serviço Nacional de Investigação Criminal lamenta a morte de Narciso Sambo, apresenta condolências à família enlutada e reafirma o compromisso de continuar a actuar no combate à criminalidade, respeitando os princípios consagrados na Constituição da República e os direitos fundamentais dos cidadãos.
A instituição aproveitou ainda para apelar à população para continuar a colaborar com as autoridades, denunciando actividades criminosas e fornecendo informações que possam contribuir para a prevenção e investigação de crimes em todo o país.
