Maputo (O Destaque) – O antigo Presidente da República, Joaquim Chissano, afirmou esta quinta-feira que Moçambique entra numa nova etapa da sua história com motivos reforçados para acreditar num futuro melhor, graças às bases construídas pelo povo ao longo dos 51 anos de independência nacional.
Falando à margem das celebrações do Dia da Independência Nacional, acompanhadas pelo jornal O Destaque, Chissano começou por saudar o povo moçambicano pela sua capacidade de trabalho, resiliência e esperança, mesmo diante das dificuldades enfrentadas ao longo das últimas décadas.
“Nós celebrámos 50 anos de independência e agora continuamos a celebrar os 51 anos. Durante todo esse tempo, o povo moçambicano não cessou de trabalhar. Mesmo nas dificuldades, sempre trabalhou e sempre teve esperança”, declarou.
Para o antigo Chefe de Estado, o país encontra-se hoje numa posição mais favorável do que no momento da independência, uma vez que dispõe de infraestruturas, instituições e recursos humanos que não existiam há mais de cinco décadas.
Chissano destacou igualmente o papel da juventude moçambicana, considerando que as novas gerações possuem melhores condições para impulsionar o desenvolvimento nacional através do conhecimento, da inovação e da tecnologia.
“Temos uma juventude muito esclarecida, uma juventude que pode pesquisar e inovar. Por isso, a nossa esperança é maior”, afirmou.
O antigo Presidente manifestou confiança de que, mantendo o rumo do trabalho e da construção nacional, Moçambique poderá alcançar níveis de desenvolvimento comparáveis aos das nações mais avançadas nas próximas décadas.
“É quase uma certeza que daqui a 51 anos seremos um povo ao nível de outras nações desenvolvidas, porque já temos as bases e temos pessoas que querem fazer”, sublinhou.
Na sua intervenção, Chissano defendeu ainda a necessidade de fortalecer a unidade nacional, não apenas através da convivência entre os moçambicanos, mas sobretudo por meio da convergência de ideias em torno dos grandes desafios do país.
Segundo explicou, as diferenças de pensamento devem servir para enriquecer o debate nacional e contribuir para uma visão comum capaz de acelerar o progresso de Moçambique de forma segura e sustentável.
“O que é preciso continuar a realizar é uma maior unidade. Não só unidade por estarmos juntos, mas unidade de ideias, para fazer andar este comboio, este avião ou este míssil na velocidade certa e segura”, concluiu.
