VIATURAS DE MERCADORIA ALVOS DE SAQUES POR MANIFESTANTES NA MAXIXE

Maputo ( O Destaque) – Da capital económica da terra da “boa gente”, para epicentro das manifestações em repúdio ao alto custo de vida e alegada falta de vontade política para solucionar o problema. Maxixe foi esta segunda-feira, o placo de tumultos, que culminaram com vandalização de vários estabelecimentos, entre públicos e privados. O país parou para assistir o acordar de um povo que para Vasco da Gama foi visto como “boa gente”, mas que dada a inerência do destino, o mesmo quis mostrar outro lado.

Foi uma terça-feira desoladora. Várias viaturas de longo curso, algumas contendo mercadoria diversa, com destaque para produtos alimentares, foram alvos de saque, por parte de desconhecidos que se presume se tratar de manifestantes.

As viaturas saqueadas pelos presumíveis manifestantes encontravam-se estacionadas ao longo da Estrada Nacional Número Um (EN1), aguardando pela retoma a normalidade, para seguirem viagem. Mas por agora, o destino tornou-se incerto. Aliás, o destino pode ser incerto, mas os prejuízos da mercadoria levada é uma certeza.
“Levaram quase tudo. Sumos, refrescos entre outros produtos durante a noite. Nada pude fazer… eram muitos e tiraram produtos noutros carros, também. A carga ia até a Manica, mas agora, não sei”, narrou o episódio um dos motoristas de um dos camiões saqueados.

O raio de destruições que ontem ocorrem na Maxixe, ainda fazia o cenário da cidade na manhã de hoje. Barricadas, encerramento de estabelecimentos públicos, com destaque para escolas, foi o que se via na capital económica da província de Inhambane. Ambiente bem tímido, com transporte a não fluir de forma habitual e longas filas nas paragens.

Ainda na Maxixe, residentes do bairro Mbembe, amotinaram-se de fronte das instalações da Electricidade de Moçambique (EDM), para exigirem a rápida ligação da corrente eléctrica. Caso para dizer: o povo procura a todo custo fazer a sua história, sem se importar com nada e ninguém, sobretudo, quando se trata do Governo da Frelimo, que há quase cinquenta anos gere o país.

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