Maputo (O Destaque) – O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, aproveitou as celebrações dos 51 anos da Independência Nacional para lançar um apelo à unidade, ao trabalho e à conquista da independência económica, que considerou ser o maior desafio da atual geração de moçambicanos.
No seu discurso oficial, Chapo afirmou que a independência alcançada em 1975 garantiu a liberdade política do país, mas defendeu que a verdadeira soberania só será plenamente consolidada quando Moçambique alcançar níveis mais elevados de produção, produtividade e autossuficiência económica.
“A segunda independência chama-se produção e produtividade, chama-se trabalho árduo, chama-se disciplina, chama-se patriotismo e nacionalismo económico”, declarou perante representantes dos órgãos de soberania, antigos Chefes de Estado, partidos políticos, corpo diplomático, combatentes da luta de libertação nacional e diversos convidados.
O Chefe de Estado começou por homenagear os heróis da luta de libertação nacional, sublinhando que a independência foi conquistada graças ao sacrifício de homens e mulheres que enfrentaram a guerra, o exílio, a fome e inúmeras dificuldades para garantir a liberdade do povo moçambicano.
Chapo prestou igualmente tributo às Forças de Defesa e Segurança que combatem o terrorismo na província de Cabo Delgado, destacando o seu papel na preservação da soberania nacional e da integridade territorial.
Ao abordar os desafios do presente, o Presidente alertou que nenhuma nação pode alcançar prosperidade sustentável dependendo permanentemente da produção e da riqueza de outros países. Por isso, defendeu a necessidade de aumentar a produção nacional, industrializar a economia, criar mais empregos para os jovens e valorizar os recursos naturais do país.
O Chefe de estado apontou ainda a corrupção, o desvio de recursos públicos e a falta de responsabilidade coletiva como alguns dos principais obstáculos ao desenvolvimento, apelando à promoção da honestidade, da integridade e da competência como valores fundamentais da sociedade.
Durante a intervenção, Chapo reiterou que a maior riqueza de Moçambique não está apenas nos seus recursos minerais ou energéticos, mas sim no seu povo.
“A maior riqueza de Moçambique é o povo moçambicano”, afirmou, destacando o papel da mulher, dos agricultores, dos jovens, dos profissionais da saúde, da educação, das forças de defesa e segurança e dos trabalhadores de diferentes setores na construção do país.
O Presidente dedicou parte significativa do discurso à defesa da unidade nacional, considerando-a o principal alicerce da independência e do futuro do país. Segundo explicou, as diferenças políticas, religiosas, regionais ou sociais não devem dividir os moçambicanos.
“Existe apenas um Moçambique, um único povo, uma só pátria e um só destino”, sublinhou.
Chapo reafirmou também o compromisso do Governo com a paz, a reconciliação nacional e o diálogo inclusivo, anunciando a entrada do processo de diálogo nacional numa nova fase de audições públicas, após a conclusão das auscultações realizadas em todo o território nacional e junto da diáspora.
Dirigindo-se particularmente à juventude, o Presidente afirmou que cabe às novas gerações liderar a conquista da independência económica e tecnológica do país, através do estudo, da inovação, do empreendedorismo e do trabalho.
Nas comemorações dos 51 anos da Independência Nacional, Chapo deixou uma mensagem de confiança no futuro, defendendo que Moçambique possui recursos, talento humano e capacidade suficiente para transformar os desafios atuais em oportunidades de desenvolvimento e prosperidade para todos.
