Maputo (O Destaque) — O Fundo Nacional de Desenvolvimento Sustentável (FNDS), instituição estatal que ganhou forte notoriedade por gerir o polémico programa de integração rural sustenta, conta com uma nova liderança.
O empresário e filantropo Dino Foi foi designado pelo Conselho de Ministros para assumir o cargo de Presidente do Conselho de Administração (PCA) da entidade, sucedendo a Cláudio Borges, que deixa o comando executivo após o seu afastamento.
A transição no comando do FNDS ocorre num momento crucial de reorganização e reavaliação das estratégias de financiamento ao sector agrário e à conservação ambiental.
Sob a gestão de Cláudio Borges, a instituição esteve no centro do debate público devido aos desafios operacionais e às críticas dirigidas à implementação e ao impacto real do Sustenta no tecido produtivo nacional.
Com a nomeação de Dino Foi, a expectativa do sector empresarial e dos parceiros de desenvolvimento reside na capacidade do novo PCA em imprimir uma visão mais dinâmica, transparente e orientada a resultados na aplicação dos recursos públicos.
A experiência do empresário e filantropo é vista como um elemento-chave para restaurar a confiança institucional, optimizar o apoio aos produtores rurais e reforçar os projectos de resiliência climática em Moçambique.
O FNDS estava sob tutela do Ministério da Agricultura, mas com a reconfiguração no Governo passou, agora, ao Ministério da Planificação e Desenvolvimento.
