INATRO corre para emitir cartas em Portugal, enquanto em Moçambique deixa milhares de utentes com os “recibos humilhantes”

Maputo (O Destaque) – Num gesto de genuína generosidade e eficiência internacional, o Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários (INATRO, IP) anunciou que vai cruzar o oceano para socorrer os moçambicanos residentes em terras lusas.

Através de um comunicado emitido a 21 de Julho de 2026, a instituição informou que, em coordenação com a Embaixada de Moçambique em Lisboa, uma brigada móvel estará em Portugal entre 27 de Julho e 06 de Agosto para garantir serviços de renovação, segunda via e certidões de cartas de condução.

As sessões vão decorrer em Lisboa, de 27 a 31 de Julho, e no Porto, de 03 a 06 de Agosto, prometendo que “as cartas de condução a serem emitidas por esta brigada serão impressas em Moçambique e, imediatamente, enviadas para o respectivo levantamento no Consulado (…) num prazo não superior a 2 meses”.

A promessa de entregar um documento biométrico impresso em Moçambique no prazo recorde de 60 dias para quem está na Europa soou quase como uma piada de bom gosto para quem vive cá dentro.

Enquanto o instituto justifica a viagem com a “nova abordagem institucional de aproximação dos serviços prestados aos cidadãos”, os condutores locais continuam a coleccionar guias provisórias e folhas de papel A4 dobradas no bolso, renovadas de três em três meses durante anos a fio.

No mesmo comunicado, o INATRO tenta acalmar os ânimos afirmando que a aproximação dos serviços “prossegue igualmente no país, através de abertura de novas unidades de atendimento público e brigadas móveis que levam os serviços com maior procura aos distritos”, mas a explicação não convenceu quem enfrenta a dura realidade diária das vias nacionais.

Nas redes sociais, a reacção dos cidadãos variou entre o desespero hilariante e a indignação total.

Um internauta resumiu a dor colectiva com ironia ao comentar: “Nós aqui a zanzar com folhas A4 desde e vocês já vão pra Portugal”.

No mesmo tom de incredulidade, outro internauta desabafou sobre a fraca capacidade de resposta interna: “Vocês gostam de barulho sabe; mesmo aqui em Moçambique não conseguem fabricar as cartas no prazo recomendado já querem sujar Moçambique até na Europa? Sinceramente, estou a 2 anos a espera carta biométrica que nunca sai”.

Outros utilizadores da rede questionaram a lógica das prioridades, como um internauta que perguntou se “lá também vão passar a usar esses temporários ou vulgo A4?”, enquanto outro internauta atirou com sarcasmo: “oh, se o Inatro entrega a carta em Portugal em dois meses, é melhor ir tirar a carta em Portugal. Aqui é uma eternidade!”.

A discrepância entre o serviço prometido no estrangeiro e a crise de impressão em solo pátrio deixou claro que, para o cidadão comum, a eficiência do INATRO parece funcionar melhor quanto mais distante se estiver da sede da instituição.

Mais um internauta anteviu o desfecho da operação em tom céptico, afirmando que “cartas feitas em Moz impressas em Moz pra ti darem leva 7 anos, já imprimir em Moz para mandar a tuga, haaa essas não vão sair nunca”.

Entre desabafos de quem está “há um ano a andar com bíblia” de papéis no carro e críticas sobre a incapacidade de suprir a procura doméstica, o público prefere rir para não chorar diante de um sistema que voa para a Europa para entregar em dois meses o que em casa demora anos a ficar impresso.

Num gesto de genuína generosidade e eficiência internacional, o Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários (INATRO, IP) anunciou que vai cruzar o oceano para socorrer os moçambicanos residentes em terras lusas.

Através de um comunicado emitido a 21 de Julho de 2026, a instituição informou que, em coordenação com a Embaixada de Moçambique em Lisboa, uma brigada móvel estará em Portugal entre 27 de Julho e 06 de Agosto para garantir serviços de renovação, segunda via e certidões de cartas de condução.

As sessões vão decorrer em Lisboa, de 27 a 31 de Julho, e no Porto, de 03 a 06 de Agosto, prometendo que “as cartas de condução a serem emitidas por esta brigada serão impressas em Moçambique e, imediatamente, enviadas para o respectivo levantamento no Consulado (…) num prazo não superior a 2 meses”.

A promessa de entregar um documento biométrico impresso em Moçambique no prazo recorde de 60 dias para quem está na Europa soou quase como uma piada de bom gosto para quem vive cá dentro.

Enquanto o instituto justifica a viagem com a “nova abordagem institucional de aproximação dos serviços prestados aos cidadãos”, os condutores locais continuam a coleccionar guias provisórias e folhas de papel A4 dobradas no bolso, renovadas de três em três meses durante anos a fio.

No mesmo comunicado, o INATRO tenta acalmar os ânimos afirmando que a aproximação dos serviços “prossegue igualmente no país, através de abertura de novas unidades de atendimento público e brigadas móveis que levam os serviços com maior procura aos distritos”, mas a explicação não convenceu quem enfrenta a dura realidade diária das vias nacionais.

Nas redes sociais, a reacção dos cidadãos variou entre o desespero hilariante e a indignação total.

Um internauta resumiu a dor colectiva com ironia ao comentar: “Nós aqui a zanzar com folhas A4 desde e vocês já vão pra Portugal”.

No mesmo tom de incredulidade, outro internauta desabafou sobre a fraca capacidade de resposta interna: “Vocês gostam de barulho sabe; mesmo aqui em Moçambique não conseguem fabricar as cartas no prazo recomendado já querem sujar Moçambique até na Europa? Sinceramente, estou a 2 anos a espera carta biométrica que nunca sai”.

Outros utilizadores da rede questionaram a lógica das prioridades, como um internauta que perguntou se “lá também vão passar a usar esses temporários ou vulgo A4?”, enquanto outro internauta atirou com sarcasmo: “oh, se o Inatro entrega a carta em Portugal em dois meses, é melhor ir tirar a carta em Portugal. Aqui é uma eternidade!”.

A discrepância entre o serviço prometido no estrangeiro e a crise de impressão em solo pátrio deixou claro que, para o cidadão comum, a eficiência do INATRO parece funcionar melhor quanto mais distante se estiver da sede da instituição.

Mais um internauta anteviu o desfecho da operação em tom céptico, afirmando que “cartas feitas em Moz impressas em Moz pra ti darem leva 7 anos, já imprimir em Moz para mandar a tuga, haaa essas não vão sair nunca”.

Entre desabafos de quem está “há um ano a andar com bíblia” de papéis no carro e críticas sobre a incapacidade de suprir a procura doméstica, o público prefere rir para não chorar diante de um sistema que voa para a Europa para entregar em dois meses o que em casa demora anos a ficar impresso.

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