Maputo (O Destaque) – O Conselho de Ministros analisou, esta terça-feira, a situação da violência xenófoba na África do Sul e garantiu que Moçambique está preparado para acolher mais cidadãos que decidam regressar ao país, caso persistam os episódios de violência contra imigrantes.
Segundo o Executivo, até ao momento já foram repatriados 1.472 cidadãos moçambicanos provenientes da África do Sul. Deste universo, 937 declararam possuir uma profissão, com predominância de pedreiros, artesãos, empregadas domésticas e pintores, informação que deverá facilitar a sua integração em programas de apoio e reinserção socioeconómica.
Durante a reunião, o Governo fez igualmente o balanço das actividades do Gabinete de Reconstrução Pós-Ciclones (GREPOC), responsável pela coordenação das acções de recuperação das infra-estruturas afectadas por desastres naturais.
Outro dos pontos em destaque foi a avaliação do projecto hidroeléctrico de Mphanda Nkuwa, considerado um dos maiores empreendimentos energéticos do país. O Executivo indicou que o projecto poderá gerar cerca de 13,98 mil milhões de dólares em receitas para o Estado, provenientes de impostos, taxas e dividendos públicos, além de criar entre 6.000 e 7.000 empregos directos durante a fase de construção.
O Conselho de Ministros apreciou igualmente o ponto de situação do programa Energia para Todos, que continua a ser expandido para aumentar o acesso da população à electricidade, bem como o 13.º Relatório da Iniciativa de Transparência das Indústrias Extractivas, instrumento que acompanha a gestão e divulgação das receitas provenientes da exploração dos recursos naturais.
Com estas medidas, o Governo reafirma a aposta na protecção dos cidadãos afectados pela crise migratória, no reforço da segurança energética e na implementação de projectos estruturantes destinados a impulsionar o crescimento económico e o desenvolvimento sustentável de Moçambique.
