Zâmbia “arregaça as mangas” para eleições sob crise económica

Maputo (O Destaque/ cortesia) – Os zambianos vão às urnas na próxima quinta-feira, 13 de Agosto, para eleger o Presidente da República e renovar o Parlamento, num escrutínio marcado pelo debate sobre o custo de vida, emprego e futuro económico do país.

Até 8,7 milhões de eleitores estão inscritos para participar nas eleições, que colocam frente a frente a aposta na continuidade das reformas económicas do actual Presidente, Hakainde Hichilema, e a promessa de mudança apresentada pela oposição.

Hichilema, de 64 anos, procura um novo mandato pelo Partido Unido para o Desenvolvimento Nacional (UPND), defendendo como principais argumentos da sua campanha a reestruturação da dívida pública e o relançamento da cooperação com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Na oposição, Brian Mundubile surge como um dos principais adversários, apoiado por uma coligação que procura capitalizar o descontentamento provocado pelas dificuldades económicas e sociais.

A eleição acontece num contexto em que o custo de vida, o desemprego e a pobreza pesam sobre muitas famílias. Segundo dados citados pela imprensa local, mais de 70% da população vive com menos de três dólares por dia, tornando a situação económica um dos principais temas da disputa eleitoral.

A campanha eleitoral foi igualmente marcada por episódios de violência, recurso a gás lacrimogéneo pela Polícia e acusações de repressão política, aumentando a atenção sobre a forma como decorrerá o processo eleitoral.

Os jovens entre 18 e 35 anos, que representam quase metade do eleitorado, poderão assumir um papel decisivo na escolha do próximo Presidente.

Os resultados presidenciais oficiais estão previstos para ser conhecidos a 17 de Agosto, num processo eleitoral que deverá definir não apenas a liderança política da Zâmbia, mas também o rumo das reformas económicas do país nos próximos anos.

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